Se réfléchir en Adam

MichelangeloPour reconnaître comme la condition humaine est vicieuse et misérable, le péché de Adam toujours m’a fasciné. Son geste nous met dans une situation presque entièrement en lachute, nous condamnant à respirer pour toute la vie le péché et à laisser à nos enfants le même destin malhereux.

Ainsi, il est avec une grande facilité que nous détestons Adam, parce qui nous croyons qu’il aurait pu choisir différemment une fois que nous — en lui regardant en rétrospective — croyons qui nous aurions pu.

Or, mais quelle sottise profonde est celle qui nous fait penser que nous pouvons venger où il a échoué? Pourquoi, en étant un résultat du péché, nous pensons être comme le dieu qui condamne et non comme le pecheur qui commet des erreurs? Par hasard, nous sommes capables de refuser le péché aujourd’hui?

Détester le miroir est seulement une manière insensé d’être en désaccord avec lui et, également, d’échouer miserablement avec lui.

S’il y avait la vérité dans la bible sur ce mythe, dieu aurait felicité son enfant prodigieux:

Trés bien, Adam, tu as correspondu aux attentes de Dieu. Rien de plus!

Mais la bible est religieuse et dit qui nous pouvons fuir notre humanité, que Adam aurait pu ne pas péchér, que nous sommes corrects en lui condamnant et, bien sûr, nous condamner avec lui.

En particulier, je préfère regarder mon ancestral mythologique avec un peu de curiosité et d’admiration. Si un jour je reprendre la prière, je ne vais pas avoir des doutes à lui en parler:

Merci, Adam, pour toute l’humanité que vous m’ai donné.

PS: le texte en portugais.

Pequena provocação (a)teológica

tirinhas57

1. Teoricamente, deus tudo sabe: qualquer ação sua sempre causa exatamente o que ele desejou que causasse, uma vez que seu conhecimento do futuro e do resultado de suas ações permite que elas se deem com exatidão.

Diferentemente dele, nós desconhecemos quase tudo: agimos sem saber qual será o resultado de nossa ação, por isso, erramos frequentemente em nossas tentativas e carregamos incertezas em tudo o que fazemos.

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Espelhar-se em Adão

MichelangeloPor reconhecer como a condição humana é viciosa e miserável, o pecado de Adão sempre me fascinou. Seu ato nos coloca numa situação quase inteiramente decaída, condenando-nos a respirar por toda vida o pecado e a legar aos nossos filhos o mesmo destino infeliz.

Por causa disso, é com grande facilidade que passamos a odiar Adão, crendo que ele poderia ter escolhido diferentemente porque nós — olhando-o em retrospectiva — acreditamos que poderíamos.

Ora, mas que tolice profunda é essa que nos faz pensar que poderíamos vingar naquilo que ele fracassou? Por que, sendo fruto do pecado, pensamos ser como o deus que condena e não como o pecador que erra? Por acaso somos capazes de recusar o pecado hoje?

Odiar o espelho que é Adão é apenas um modo tolo de discordar dele e, igualmente, de fracassar miseravelmente com ele.

Caso existisse verdade na bíblia a respeito desse mito, deus teria felicitado seu filho prodigioso:

Muito bem, Adão. Pecaste: correspondeste às expectativas do próprio Deus. E nada pode ser maior!

Mas a bíblia envereda pela religião e diz que podemos fugir à nossa humanidade, que Adão poderia não ter pecado, que estamos corretos em condená-lo e, é claro, em nos condenarmos com ele.

Particularmente, prefiro contemplar meu ancestral mitológico com alguma curiosidade e admiração. Se um dia voltar a rezar, não terei dúvidas em lhe dizer:

— Obrigado, Adão, por toda a humanidade que me deste.