Incursões literárias: o modernismo brasileiro

Confesso que nunca conheci bem a cultura brasileira e que só tardiamente descobri muitas das coisas interessantes que se fazem por aqui.

Para remediar isso, idealizei há alguns anos um roteiro de leituras que ia do modernismo ao período colonial, buscando assim conhecer melhor as escolas literárias brasileiras. Era um projeto um tanto megalomaníaco, que envolvia muitos livros, e eu deveria ter antevisto que obras de fora desse plano precisaram ser lidas por bons motivos, enquanto outras seriam lidas mesmo sem uma boa razão; contudo, eu estava animado demais para notar isso. 

Mesmo assim, entre um tropeço e outro, continuei com esse projeto e segui lendo os autores tupiniquins até conseguir completar o ciclo do modernismo (que é o que abordarei neste texto). O curioso é que, em algum momento, em vez de abandonar os livros do plano pelas leituras obrigatórias, abandonei as leituras obrigatórias pelos livros do plano. Agi como naqueles desenhos antigos em que o sujeito caminha calmamente sobre o abismo sem notar que nada mais sustenta os seus pés, sendo tarde demais quando ele se dá conta do quão longe foi.

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Quantos e quais livros ler?

Elaborei o seguinte critério para esse projeto: eu escolheria inicialmente três autores de cada escola e leria três livros de cada um deles, em seguida, escolheria mais três livros de três autores diferentes (um de cada um) para ler — doze obras de seis autores diferentes ao todo.

Quanto a escolha dos autores, tentei privilegiar aqueles escritores os quais eu não teria outra chance de ler senão naquele momento. Eu já conhecia algo do modernismo literário brasileiro, obviamente, tendo lido alguns textos de Guimarães, Clarice, Jorge Amado, Lessa, Vinícius e todos esses que estão no vestibular ou na educação básica de qualquer brasileiro.

Selecionei então autores com os quais nunca tivera contato, sendo eles José Lins do Rego, Graciliano Ramos e José Candido de Carvalho. Li três livros de cada um deles e depois li mais um de três autores: um de Pagu, um de Drummond e um do Veríssimo pai.

Enfim, seguem algumas palavras sobre essa minha ótima experiência.

José Lins do Rego

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José Lins foi o primeiro autor que li nesse projeto. Comecei com Menino de engenho, provavelmente a melhor introdução possível à sua literatura e a esse país que está em suas retinas e nas de ninguém mais. José Lins cresceu enquanto o Brasil rural se tornava urbano, suas obras capturam a fugacidade desse momento histórico e apresentam não só uma ambientação singular (com fazendas, roças, escravos, casas grandes, etc.), como também uma narrativa prosaica que somente alguém que viveu aquele tempo seria capaz de reproduzir. Trata-se de uma leitura leve, singela e acessível, escrita por uma pessoa que viveu num mundo em que a pressa ainda seria inventada.

Após terminar Menino de engenholi a obra-prima de José Lins, Fogo morto, livro que ultrapassa inteiramente minha capacidade de descrição e síntese. Foi o melhor livro que li em todo o modernismo brasileiro, sem dúvidas, sendo uma surpresa encontrar algo tão magnífico do qual eu nunca tinha ouvido falar — aliás, por que não há dezenas de ensaios sobre Fogo morto? Por que nossos filósofos não usam tal livro como exemplo para suas teorias? Por que não há novelas baseadas nele? É triste que sejamos tão ignorantes de nós mesmos.

Por fim, li o ótimo O moleque Ricardo. A princípio, considerei esse livro tremendamente consistente mas não exatamente aquilo que de melhor o autor já fez, contudo, minha opinião mudou com o tempo e repensei bastante esse livro (e o que escrevi a respeito dele aqui) ao refletir sobre seus elementos. Por mais que não seja uma obra tão inspirada quanto Fogo morto ou Menino de engenho, O moleque Ricardo contém narrativa prosaica que nunca cansa, podendo ser prolongada infinitamente (algo como Os Sopranos). É preciso uma tremenda habilidade para conseguir realizar algo assim; só um autor muito maduro poderia. Ademais, O moleque Ricardo toca com cuidado muitas questões interessantes como a herança da escravidão, a consolidação das classes trabalhadoras urbanas no Brasil, a miscigenação racial, entre outras que, muito tempo depois de ter concluído a obra, me mantiveram pensando no livro. 

José Lins, aliás, foi uma feliz surpresa nesse percurso: ele escreve como ninguém. Seus livros têm um ritmo próprio, muito mais mais vagaroso do que estamos acostumados, de modo que, depois de avançarmos algumas páginas, chegar a lugar algum começa a parecer uma ótima ideia. O Brasil que ele nos apresenta é também muito diferente do nosso; é aquele Brasil que brotou da mata, que ainda estava pobremente revestido pelos tumores urbanos e por gente que pensa que o asfalto é tão natural quanto a chuva. Ler José Lins é como encontrar um parente que amamos muito vindo de algum lugar muito distante, e não querer apenas ouvir suas histórias mas querer ouvir também sua voz, suas pausas, cacoetes, seu modo único de ver o mundo. Uma experiência esplêndida.

Graciliano Ramos

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Após concluir os livros de José Lins, decidi ler Graciliano Ramos, começando com São Bernardo, livro que passei a considerar essencial para quem têm interesse na História e na estrutura social do Brasil. Além desse autor meio que introjetar aquilo que nos apresenta, sem nunca criar uma distinção forte entre si e o que é descrito, coisa muito interessante por si só, ele também expõe em São Bernardo o melhor mapa do coronelismo que já li. Fiquei intrigado com Graciliano desde esse primeiro livro: sua escrita foi me consumindo aos poucos, dominando meus interesses intelectuais de tal modo que, mesmo depois de concluir as leituras que planejei, continuei sentindo vontade de ler mais e mais de sua obra. Isso não se repetiu com nenhum outro moderno, por falar nisso, e até cheguei a folhear Infância e Angústia, mas os deixei de lado para dar prosseguimento ao projeto.

Em seguida, li Vidas Secas. Creio que são suficientemente bem conhecidos os méritos desse livro, então não tenho muito o que comentar, exceto que ele é único livro de Graciliano que me causou — em passagens específicas — a sensação de beleza. Na maior parte do tempo, a literatura de Graciliano é insípida ou simplesmente feia, atraindo o leitor por conta de outras coisas que não propriamente a beleza. O belo ali é coisa rara e por isso me surpreendeu deveras quando surgiu. Meu palpite: Graciliano tinha otimismo e beleza dentro de si o suficiente em si apenas para uma obra, então guardou seus bons sentimentos para as últimas páginas de Vidas secas — todo o mais é desgraça.

Por último, concluí minhas leituras com o longo e enfadonho Memórias do cárcere (já abordado aqui), obra com um valor histórico e biográfico notável mas com um valor literário questionável. O livro consiste num diário de prisão de Graciliano na ocasião de seu encarceramento durante o Estado Novo, e expõe um pouco o interior das prisões de Getúli. Inclusive, Nise da Silveira e algumas outras figuras históricas ilustres chegam a aparecer no livro, pois também estiverem encarceradas no período, o que acaba tornando tudo mais interessante, contudo, quase toda a narrativa é composta de intermináveis descrições dos dias de prisão de Graciliano. Em boa parte deles, nada interessante acontece, afinal, ele está preso; não é para acontecer nada mesmo.

Escolhi ler esse livro porque eu estava fascinado com Graciliano e queria ficar o máximo de tempo possível com ele antes de passar para o próximo autor. As setecentas e poucas páginas dessa obra pareceram combinar muito bem com esse meu intento. Todavia, quando descobri que o livro era chato de morrer, aquelas centenas de páginas se tornaram um grande sofrimento a ser vencido. Por isso, foi difícil terminar a obra e, mesmo tendo descoberto depois que ela foi publicada ainda inacabada, sendo provável que alguns de seus problemas não existissem caso o autor tivesse tido a chance de terminá-la, não pretendo revisitá-la ou buscar artigos a seu respeito. Como esse foi um livro que não gostei, fiquei pensando que talvez eu devesse ter lido Infância ou Angústia em seu lugar, porém acho que simplesmente devo aceitar que contingências assim ocorram.

Graciliano foi sem dúvidas o autor moderno mais estranho que li; foi difícil chegar a alguma certeza a seu respeito. Ele não parece um literato no sentido mais comum do termo: alguém que conheça bem a literatura e escreva com domínio das regras da boa escrita, digamos assim. Minha impressão é que a estranheza que sua literatura traz não é um produto calculado de um intelectual sofisticado e cheio de truques, mas um simples resultado desse corpo estranho que é esse autor em nossa literatura. Graciliano é uma doença literária e ainda não estamos nem um pouco perto de descobrir como ela funciona. Provavelmente, morreremos todos.

José Candido de Carvalho

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Sofri deveras com a linguagem e maneira de escrever de Guimarães Rosa quando o li pela última vez. Ali, fui lembrado dolorosamente de que literatura não é brincadeira e não está aberta a todos: há textos que pedem uma leitura mais sofisticada para que sejam plenamente aproveitados e, embora uma leitura superficial seja sempre possível, é frustrante ter uma compreensão muito básica diante do que um livro pode oferecer. Com isso, desde que terminei seu Primeiras estórias, coloquei esse autor de volta na gaveta até que eu crescesse um pouco mais.

Retomei essa lembrança porque, no que diz respeito ao modo como usa a linguagem, José Candido tem bastante de Guimarães Rosa. Foi o que percebi com O coronel e o lobisomem, uma obra cuja linguagem mistura de forma única expressões, neologismos e ditos engraçados do interior. Contudo, se sofri com as diatribes linguísticas de Sagarana e e Primeiras estórias, com O coronel e o lobisomem eu apenas me diverti. A dificuldade que encontrei na leitura do primeiro autor não se apresentava no segundo, que considerei um livro muito mais acessível. Diante disso, uma questão que me coloco é: por que então José Candido é um autor tão pouco festejado? Não encontro nenhuma justificativa para tanto.

Ao concluir esse livro, senti que aquele era o auge desse autor e que nada mais dele poderia me surpreender, no entanto, embora seus outros livros não fossem mesmo tão inusitados quanto O coronel e o lobisomem, eles me mostraram o quanto José Candido era ainda mais complexo do que eu pensava inicialmente. Aquela linguagem tão cuidadosamente elaborada presente nesse livro quase inexistia nos demais livros do autor: ele a inventara então exclusivamente para aquele livro? Supus que sim. Jose Candido não seguiu aprimorando uma mesma forma de escrever ao longo de várias livros, chegando ao seu auge em O coronel e o lobisomem, na verdade, ele buscou inventar (ou experimentar) uma forma de escrever e narrar a cada obra de acordo com as necessidades delaO coronel e o lobisomem constitui apenas a boa realização de um projeto específico desse autor e não propriamente o auge de sua escrita, sendo apenas um projeto excepcionalmente bem realizado dentro de seus próprios parâmetros. Outros projetos igualmente excepcionais entretanto completamente diferentes desse — seriam possíveis pela pena de Jose Candido.

Por que Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon, por exemplo, é basicamente um livro de “causos” ou algo assim, contendo historietas curtas e descompromissadas as quais mal chegam a um conto (inclusive, transcrevi minha preferida aqui). O livro não possui exatamente uma temática comum entre essas histórias, ainda que exista certo sarcasmo presente no livro todo; Jose Candido gosta de rir do ser humano. Além disso, por mais diversas que sejam as histórias, a forma de contá-las varia pouco ao longo do livro, sendo mais sóbria e aproveitando pouco o que foi inventando no livro anterior.

Li em seguida o primeiro livro desse autor: Olha para o céu Frederico!. Logo de cara, eu o considerei o melhor para se começar a conhecer Jose Candido, por conter uma narrativa e uma linguagem intermediária entre O coronel e o lobisomem Por que Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon, o que o torna útil tanto como introdução às experimentações linguísticas mais extravagantes desse autor quanto à parte mais sóbria de sua escrita. Olha para o céu, Frederico! apresenta aquele Brasil agrário do começo do século passado, com seus engenhos de açúcar, coronéis, negros escravizados e um capitalismo industrial ainda principiante no país. O livro é delicioso microcosmo da obra do autor.

Ao mesmo tempo em que está bem situado naquela literatura do começo do século que quer se libertar de certos formalismos e reinventar a prosa em português, Jose Candido está distante da semana de vinte e dois e seus intelectuais de formação europeia privilegiada, os principais responsáveis por essa literatura. Sua literatura está tomada pelo Brasil colonial, pelas fazendas, pelos doces feitos por pretas velhas, entretanto não como uma literatura que relata de fora esse mundo mas como uma literatura que tenta fazer com que ele fale por si e diga suas últimas palavras. Não é a toa que seus romances tratem constantemente da decadência desse mundo em direção a um outro, regido por lógicas diferentes daquela da plantação, do engenho e do chicote. Um mundo (não menos) horrível que conhecemos bem. 

Outros autores

Por ser uma escola literária relativamente recente, o modernismo possui mais autores e títulos preservados que as anteriores, sendo assim, como a etapa final de meu projeto envolvia ler um livro de três autores diferentes, eu tive bastante trabalho no momento de escolher o que leria.

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Fazia um tempo no entanto que eu queria conhecer algo do Erico Verissimo, então acabei o escolhendo. Dois livros seus me chamaram a atenção: Incidente em Antares O tempo e o vento, mas decidi por Olhai os lírios do campo simplesmente por tê-lo em casa.

Para além daquilo que já escrevi acerca dessa obra anteriormente, acrescento três coisas a seu respeito: que as críticas que Verissimo lhe fez anos mais tarde são acertadíssimas, que a primeira parte do livro é excelente e que a segunda é uma porcaria. Trata-se de uma obra mediana que não pede releitura, nem outros comentários além daqueles que já fiz, mas que prenuncia em diversos momentos um autor magnífico, o que me deu muita vontade de ler O tempo e o vento. Tão logo eu consiga a fortuna necessária para comprar seus (sete) volumes, eu o lerei.

Verissimo é um autor com um estilo de escrita bastante direto e sem muita originalidade. Não que ele escrava mal ou algo assim, porém, o que possui de interessante não está em seu estilo. Arriscando aqui um palpite sem juízo baseado na leitura de um único livro, eu diria que as cenas e os personagens são o melhor desse autor. Verissimo é muito bom em criar personagens que, conquanto não sejam “personagens tipo”, colocam um certo “modo de ser” em questão. Por exemplo, sem deixar de ser um personagem complexo, o protagonista coloca certo “modo de ser” das pessoas que se sentem inferiorizadas por suas circunstâncias. Ao longo do livro, o autor explora esse modo de ser  por meio de cenas diversas que, frequentemente, são excepcionais, o que me fez pensar que num livro mais pretensioso como O tempo e o vento, por exemplo, Verissimo deve conseguir ir ainda mais longe nesse sentido. Um dia, quem sabe, descobrirei.

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Depois de ler Verissimo, decidi que era melhor aproveitar meu projeto para ler uma autora pouco lida atualmente. Deixei de lado mulheres mais conhecidas como Rachel de Queiros e Clarice Lispector para conhecer Patricia Galvão.

Escolhi ler sua obra máxima, Parque industrial. Confesso que, embora eu não esperasse nada da autora, lê-la foi uma decepção. A melhor obra de Pagu é um livro do qual muito pouco se aproveita atualmente, principalmente quando não se é um militante de extrema esquerda apaixonado por tudo o que essa corrente política apregoa. Trata-se de um texto raso e óbvio que torna a literatura meretriz de uma visão política viciada e besta. Curiosamente, minha resenha desse texto aqui no blogue acabou me gerando uma citação (crítica) numa tese de doutorado em História, o que acredito ter ocorrido devido ao fato de eu ter analisado criticamente o livro em vez de apenas tecer aqueles comentários triviais comuns em resenhas (“gostei”, “não gostei”, etc).

A despeito disso, soube que a autora tem um livro de contos de terror — chama-se Safra macabra — e fiquei genuinamente interessado em conhecer. Mas somente se tal livro cruzar meu caminho, pois não farei esforço algum para ir em sua direção.

Acredito que Pagu teve a sorte de ser uma pessoa ligada a diversos escritores excelentes do modernismo, sabendo aproveitar a oportunidade de escrever o primeiro livro de certo gênero literário. Ficou bonita na foto e entrou para a história do Brasil ao lado de gente importante. Mas que mérito tem realmente sua obra?

Por fim, meu último livro desse projeto foi Sentimento do mundo, do mineiro Carlos Drummond de Andrade. Foi uma obra com a qual tive uma experiência morna e um tanto entediante, no entanto, como sei bem pouco a respeito de poesia e não seria capaz de produzir uma boa análise desse texto, prefiro não tecer nenhum comentário a respeito dele.

Antes de começar esse projeto, eu esperava passar por ao menos uns três livros inacessíveis, todavia, tanto a linguagem quanto os temas do modernismo me soaram bastante familiares, o que talvez se deva ao fato desse período estar próximo de nós. Consegui ao menos apreciar algo de todos os que li e fiquei bastante feliz por isso.

Minha experiência com o modernismo

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Conquanto meu percurso de leituras tenha privilegiado os autores ditos regionalistas, fiquei com a impressão de que a literatura moderna é bastante “localizada”: Jose Lins trata de um interior, Graciliano de outro e Jose Candido também, todavia, mesmo longe do interior, uma moça urbana como Pagu também escolheu tratar das regiões industrializadas de São Paulo. É verdade que é difícil sustentar essa posição em relação autores como Clarice Lispector ou Orígenes Lessa, por exemplo, no entanto vários autores que ficaram de fora de meu percurso escreveram de modo “localizado”, como João Cabral, Rachel de Queirós e tal.

Apesar disso, não me parece que seja um padrão estético-literário o fato desses livros partirem de temas e linguagens regionais. Na verdade, não me parece que essa escola rejeitou um padrão estético para iniciar outro, mas que que ela trouxe um afrouxamento dos velhos padrões literários e, a partir disso, cada autor experimentou literaturas diferentes.

O modernismo nasceu de rompimentos com a linguagem parnasiana, com a hegemonia do mundo rural, com o Brasil imperial, entre outros e que esses rompimentos ocorreram de formas diferentes em cada autor, gerando literaturas também diversas. A exemplo disso, há uma distância gigantesca entre Graciliano Ramos e Clarice Lispector, entre Jorge Amado e Vinícius de Morais. Entretanto, mesmo quando consideramos autores com literaturas muito próximas, como os regionalistas, não me parece que eles tenham semelhanças por desenvolverem um mesmo padrão literário, mas por emergirem de um contexto regional e intelectual parecido e reinventarem sua literatura com base nele.

Dentre as semelhanças que existem entre os modernos, aquela que me pareceu mais notável foi a possibilidade de reinvenção da linguagem e da narrativa de acordo com o contexto de cada autor. Ela faz do modernismo um momento excepcional de de liberdade na literatura brasileira, na medida em que propicia a expressão desses diversos contextos. Por essa razão, cheguei ao fim dessa etapa com a impressão de que continuar conhecendo outros autores dessa escola não me levaria a saber mais do modernismo, mas a descobrir outros modernismos. Concluí essa escola sem me formar, digamos assim, mas estou bem com isso. Por ora, é suficiente ter comigo as coisas duradouras que descobri nesse percurso para seguir em frente.

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6 pensamentos sobre “Incursões literárias: o modernismo brasileiro

  1. Eu confesso que eu corro de literatura, do lugar que for, que nem o diabo corre da cruz. hahahaha! – Nem a lore de personagens de jogo eu leio direito. u.u

    Acho legal que você tenha feito essa jornada. Na pior das hipóteses melhora o português. Haha!

    Só dá uma revisadinha nisso aqui: “Fogo morto, livro que que ultrapassa”, sem querer ser chato…

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