Linha do tiro — Marcelino Freire

Não quero.

Hã?

Já disse que não quero.

O quê?

Chocolate.

Chocolate?

Você quer me vender chocolate, não é?

Que chocolate, minha senhora?!!

Bala-chiclete?

Não, porra!


— O senhor é Hare Krishna, não é?

Hã?

Da Igreja Amanhecer em Cristo, essas coisas?

Não!

É cego?

Cego?

Tá com uma ferida e quer comprar remédio?

Chega, caralho!

O quê?

Isto é um assalto, não tá vendo?

Onde?

Aqui dentro do ônibus.

E por que você não faz alguma coisa?

Eu?

— Chama a polícia.

Essa velha é doida!

Quem é doida?

Chapadona! Passa logo a bolsa.

Não falei?

O dinheiro, minha senhora.

Não quero.

Hã?

Já disse que não quero.

O quê?

Chocolate.

Chocolate?

Você quer me vender chocolate, não é?

Que chocolate, minha senhora?!!

— Bala-chiclete?

Não, porra!

O senhor é Hare Krishna, não é?

Hã?

Da Igreja Amanhecer em Cristo, essas coisas?

Não!

É cego?

Cego?

Tá com uma ferida e quer comprar remédio?

Chega, caralho!

O quê?

Isto é um assalto, não tá vendo?

Onde?— Aqui dentro do ônibus.

E por que você não faz alguma coisa?

— Eu?

Chama a polícia.

Essa velha é doida!

Quem é doida?

Chapadona! Passa logo a bolsa.

Não falei?

O dinheiro, minha senhora.

Não quero.

Hã?

Já disse que não quero.

O quê?

Chocolate.

Chocolate?

Você quer me vender chocolate, não é?

Que chocolate, minha senhora?!!

— Bala-chiclete?

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