Athéisme, symboles, gestes

Pour le bien et pour le mal, l’athéisme assassine des symboles et, par conséquence, il assassine aussi la relation affective qui se créait avec eux. Le monde du athée n’a plus de son, de couleurs ou de dieux, mais seulement des vibrations, des spectres de lumière et le vieux “je” en parlant avec lui-même. Tout les sens inventifs que la foi donnait aux choses les plus banales — avec une naiveté sincère ou simplement ignorant — se défont dans l’esprit de l’athée. La superstition et les mystères sont eliminé, parce que sont expliqués les tonnerres, la peste et même la mort.

Ainsi, le vieux geste de saluer la photo d’un mort, par exemple, qui reliait une personne à son quotidien d’une manière profonde à faire que même une photo puisse contenir une vie entière, il reste entièrement destitué de signification. Quand le mort reste hors d’atteinte parce que la médicine et le bon sens disent que personne ne vit au-dela de sa mort, la salutation perd sa symbologie et devient quelque chose de soi pour soi. D’ailleurs, quelque chose un peu ridicule.

La même chose arrive avec beaucoup d’autres symboles et gestes…

Ainsi, je me pose une question: nous, les modernes, les post-modernes, utilisez le mot que vous aurez désiré, nous vivrons sans symboles? Nous percevrons “ce qui est par ce qu’il est”?

Je ne sais pas.

Mais quand je vois quelqu’un faire le signe de la croix devant une église ou quelque chose comme ça, je ne sais comment ne pas me inquiéter avec son geste. Et douter un peau des gains de la perte de la foi.

PS: le texte en portugais.

Anúncios

5 pensamentos sobre “Athéisme, symboles, gestes

  1. Pingback: Ateísmo, símbolos, gestos… | Ao invés do inverso

  2. Para a minha sorte eu acho que eu já li esse seu texto em português em algum lugar, então não fiquei tão perdido assim. Hahahaha!

    Mantenho meu mesmo comentário. Vamos pegar o caso da saudação do morto. – Você pode fazer esse gesto por diversas razões. Uma delas pode ser a religiosa. Mas ela não é a única. Você pode fazer isso por respeito às memórias que você mesmo tem do morto, ou por respeito as outras pessoas que respeitam aquele morto, ou simplesmente por um traço da educação que você quer dar a você mesmo. – E todas essas outras razões não dependem de religião… Eu acho. Hahaha!

    • Eu queria até pegar umas traduções de livros como o Dom Casmurro, que é um livro que conheço bem, para ver se consigo ler legal no francês. É um modo de entrar no tema antes do texto, creio que ajuda mesmo.

      Já quanto ao comentário, acho que as ações que você apontou não dependem mesmo da religião, só não consigo pensar que um não religioso (tem algum termo para isso que não seja ateu?) mantenha o gesto. Acho que ele pode reagir ao retrato, sorrindo, lembrando-se de algo, mas agir do mesmo modo como antes, só que de uma forma laica, eu tendo a pensar que não. Ou não consigo pensar num exemplo.

Ouse dizer o que pensa

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s