A cor da consciência

Sala de espera do consultório psiquiátrico, alguns dias antes do feriado da consciência negra.

Minha namorada esperava sua consulta e minha chegada quando uma moça, também negra, sentou-se ao seu lado e puxou assunto. Era militante. Conversaram sobre movimentos sociais, o problema do racismo no Brasil, as lutas por direitos igualitários e outros assuntos assim.

Ao fim do papo, a moça lhe entregou um panfleto e a convidou para participar de um evento político naquele feriado, ao que ela agradeceu e, em sua ingenuidade para com as pessoas, perguntou:

Meu namorado é branco, mas tem muita consciência negra, ele também pode ir?

A reação foi imediata: a mulher deixou de sorrir e sem dizer mais nenhuma palavra arrancou subitamente o panfleto de suas mãos. Depois se levantou e foi sentar em outro banco. Longe. Virava-se de vez em quando para lançar olhares de ódio.

Não fomos ao evento.

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2 pensamentos sobre “A cor da consciência

  1. Hahahahahahaha! Está com a consciência negra Bruno?! A minha já pesa uns 120kg. Hahaha!

    Eu já ouvi umas histórias desse tipo, mas era com movimento feminista. Mesma coisa.

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