Resenha: De como fazer filosofia sem ser grego, estar morto ou ser gênio — Gonzalo Palacios

como_fazer_filosofia2004Para pensar o pensamento brasileiro

No Brasil, todos os anos os professores universitários de Filosofia levam para a sala de aula certa expectativa: eles não esperam encontrar dentre seus alunos o novo Descartes ou o novo Wittgenstein que irá revolucionar a cultura e mudar nossa maneira de fazer filosofia, sendo assim, eles os ensinam como se estes fossem se tornar, no melhor dos mundos possíveis, também professores universitários. De igual modo, todos os anos esses estudantes agem conforme às expectativas de seus professores, estudando pouco nos anos de graduação e descobrindo como conservar as mesmas opiniões que já tinham antes de se tornarem filósofos durante os anos de pesquisa.

Esse estado triste da filosofia acadêmica adquiriu notoreidade e tem sido discutido nos corredores, nas salas de aula, nos encontros universitários e, é claro, em livros de filosofia. A Crítica da razão tupiniquim, obra de Roberto Gomes que questionava os motivos da inexistência de uma filosofia brasileira, surgiu já nos anos setenta e fomentou diversas outras cujos autores, importantes em suas respectivas áreas, criticariam o próprio modelo de universidade em que foram formados ou em que eles formaram seus alunos, enriquecendo essa discussão. Evidentemente, tais críticas não pretendiam defender a tolice de que a filosofia universitária brasileira nada produziu, mas ressaltar o que ficou de fora dela e questionar como podemos conservar o que temos de melhor, estimulando simultaneamente o surgimento de novas configurações de pensamento.

De como fazer filosofia sem ser grego, estar morto ou ser gênio faz parte desse grupo de discurssões e problematiza o mundinho da filosofia acadêmica brasileira, sendo uma obra crítica das diversas maneiras de pensar e das diversas práticas perpetuadas nela. A bem dizer, o livro consiste mais numa exposição da concepção de filosofia do autor, que é crítica das práticas acadêmicas, que numa crítica às práticas acadêmicas propriamente, pois Gonzalo não investiga minuciosamente o que acontece nas universidades, porém perpassa tais acontecimentos para comentá-los de uma maneira mais ou menos geral segundo a necessidade de seu próprio discurso.

Nesse sentido, ele pretende atingir dois públicos: aquele que tem interesse em filosofia e não mantém com ela uma relação profissional, estudando-a conforme seu desejo e circunstância, e aquele que foi formado (e frustrado) filosoficamente pela universidade, mantendo com a filosofia uma relação profissional frequentemente desprazerosa e desinteressante. O primeiro público pode desfrutar do livro com tranquilidade e apenas torcer para que a situação brasileira melhore, uma vez que ele não está diretamente envolvido com os problemas apresentados e pode filosofar livremente porque bem pouco o limita e direciona; já o segundo público é aquele mais contemplado e provocado pelas reflexões do autor, visto que sua relação com a filosofia é mediada e delimitada pelos padrões acadêmicos.

Nesta resenha tentarei expor o sentido geral das teses Gonzalo Palacios sem todavia discutir as minúcias delas. O livro está repleto de ideias interessantes tanto quanto de extensas controvérsias que poderiam tornar esta resenha demasiadamente estafante. Portanto, farei somente uma exposição sumária e com poucas ressalvas ao que ele diz, deixando os detalhes – e, portanto, a maior parte da diversão – para aqueles que desejarem ler a obra.

O problema brasileiro

Gonzalo apresenta suas próprias experiências como professor universitário para abordar os problemas da universidade brasileira. Seu tom franco faz com que o leitor fique confortável para considerar suas próprias vivências durante a leitura em vez de apenas ponderar teoricamente sobre o tema. Isso torna a leitura bastante agradável, devo dizer.

Sintetizando o assunto para que ele caiba aqui, direi que o problema da filosofia brasileira – tal como colocado no livro – pode ser dito do seguinte modo: os filósofos brasileiros filosofam apenas a respeito de outros filósofos e fazem do ponto de partida de suas ideias as filosofias de sábios europeus de outrora. Grassa neste pais certa supervalorização da História da Filosofia em detrimento do próprio fazer filosófico, o que frustra discentes e docentes na medida em que os limita a repetir o passado.

O autor apresenta esse estado de coisas ao mesmo tempo em que o problematiza, afirmando, por exemplo, que esses filósofos antigos que reverenciamos são aqueles que romperam com tradições e sofreram perseguições em função disso, consequentemente, ao deixarmos de filosofar para apenas conhecer o que eles pensaram cometemos duas traições: a primeira contra nós mesmos e nossa circunstância, que não serão problematizados filosoficamente, e a segunda contra esses mesmos filósofos que, afinal de contas, não eram tradicionalistas comportadinhos mas antitradicionalistas barulhentos. Sua grandeza está justamente no fato de terem criado respostas para questões que tem origem em seu meio e nos recursos que dispunham na ocasião. Quando, todavia, os filósofos brasileiros se percebem sem a mesma habilidade que seus predecessores, projetam entre si e eles uma distância descomunal sobre a qual nada seria possível fazer. Assim, ficam presos a um vocabulário e a um conjunto de problemas que conquanto nos interessem, não nos pertencem e pouco dizem respeito à nossa conjuntura, por conseguinte, a originalidade que deveríamos produzir isto é, o pensamento que verteria de uma origem até então não problematizada, deixa de acontecer.

Contrariando esse modo de pensar, Gonzalo defende que essa distância exagerada entre presente e passado procede menos de uma fraqueza real do presente que de certa perspectiva que o concebe como inferior, aproveitando-se disso para não filosofar, para não problematizar a si mesmo e somente comentar aquilo sobre o qual já há consenso. Ele argumenta que não somos pequenos nem fracos, porém, se assim nos concebemos, apequenamo-nos, deixamos de pensar nossa origem porque cremos que ela é inferior.

Segundo o autor, não podemos nem devemos ser como os antigos porque nossa época é outra e nossa filosofia também, cabendo a nós pensar o que eles jamais puderam: “A filosofia moderna e contemporânea é muito mais rica em temas, problemas, conceitos e recursos que a grega” (26), diz Gonzalo. Temos mais recursos, mais conhecimento científico e cultural que nossos antecessores, sabemos bem mais sobre os gregos que a maioria deles em seu próprio tempo, por conseguinte, temos melhores condições para fazer filosofia – por que então não fazer?

Algumas ressalvas…

artigo_jose maria e silva.qxdO discurso de Gonzalo tem uma generalidade que deve ser analisada com cuidado, pois pode produzir conclusões levianas.

A exemplo disso, ele reclama do excesso de citações nos trabalhos acadêmicos que minam a liberdade criativa e limitam os filósofos a dizerem o que já foi dito. De fato, há trabalhos com tantas notas e citações que são bem difíceis de entender, contudo, para que a crítica às citações funcione convém precisar até quando o recurso é criticável em si mesmo e até quando é criticável o seu mau uso, uma vez que existe também uma utilização bastante positiva das citações. Para ficarmos apenas nesse exemplo, as citações são utilizadas para criar um nexo entre o que é afirmado pelo autor e as fontes das quais ele se serviu para pensar aquilo. Elas permitem ao leitor interessado recompor todo o nexo lógico do texto a partir das fontes que foram usadas para compô-lo, de modo que quando lemos uma citação podemos recorrer ao original que ela cita e verificar se o uso foi devido. Por meio desse procedimento é possível verificar em que medida o texto está bem embasado, o quanto seu autor domina bem a cultura que serve de base para seu pensamento e assim por diante. Feitas essas considerações, podemos concluir que as citações existem por boas razões e que trouxeram boas contribuições ao debate, consequentemente, é tola a posição que pretende aboli-las ou considerá-las apenas como negativas.

A partir disso, pergunto: o que significa (objetivamente) a afirmação de que o uso excessivo de citações limita o pensamento? Aliás, o que seria “excessivo” num trabalho histórico? O excesso é relativo ao conforto do leitor com o texto? À necessidade de se justificar? Como seria um bom texto de História da Filosofia que, fazendo asserções e apresentando seus pressupostos, seguisse um método sem citações? A meu ver, não seria tão difícil atribuir respostas a essas perguntas, no entanto, não basta o leitor ter capacidade para tal, é preciso retirar essas respostas de dentro da argumentação dada no texto, que não é muito clara a esse respeito.  Precisando melhor o que quero dizer, o autor não define muito bem aquilo que ataca, ficando numa concepção mais ou menos geral do assunto que, a princípio, parece cativante e correta, mas o que quer dizer exatamente? Em outras palavras, adotada essa concepção, muda o quê no mundo prático? O texto não dá elementos suficientes para que respondamos tal questão e, como consequência disso, tenho que perguntar: de que serve uma concepção geral quando aquilo que se quer mudar é justamente o mundo prático?

*

O mesmo problema de generalidade vale para diversas outras coisas criticadas pelo autor como, por exemplo, as diversas leituras que são feitas a partir das ideias de um mesmo filósofo. O argumento de Gonzalo (para o horror de certos hegelianos) é que o sentido de um texto é unívoco, e que a pluralidade de leituras implica na pluralidade de erros ou na infidelidade quanto ao texto – em outras palavras: ou estamos entendendo o que um filósofo quis dizer ou não estamos, sendo apenas duas leituras possíveis. Bem, ele tem razão em alguma medida, todavia convém dizer algumas palavrinhas sobre isso.

Considerando um texto filosófico qualquer, supomos que ele carrega um significado original que seu autor pretendeu transmitir ao escrevê-lo (é este que o autor está ressaltando), entretanto, para além desse sentido original, ele carrega também implicações lógicas reconhecidas pela fortuna crítica as quais levantaram problemas para desvelar esse sentido original, mais ainda, que mostraram ângulos novos que talvez nem seu autor soubesse ao escrever. Sabendo disso, nenhum bom intérprete pensa o significado original de um texto separadamente das implicações lógicas que reconhece nele, com efeito, há um constante repensar de um e de outro conforme a leitura é aprofundada, permitindo ao intérprete realizar diversas leituras da obra porque a multiplicidade não é inconveniente, mas salutar para a melhoria da interpretação. É claro que há também más interpretações e verdadeiras infidelidades em relação aos originais, mas essas barbaridades não sobrevivem na academia senão como exemplos de fracasso.

Com esta objeção não quero defender que os textos não carreguem significados originais, porém mostrar que a crítica às múltiplas interpretações opera de uma maneira tão geral que acaba servindo para bem pouco. Na verdade, penso que essa generalidade é o principal problema do livro porque embora torne as propostas do autor atrativas, essa atratividade só é possível porque as propostas são tão gerais que basta algum bom senso para concordar com elas. Que propostas específicas – comprometedoras, com o dedo indicador apontado para a realidade – Gonzalo Palacios tem para a filosofia brasileira? E de que serve criticar coisas tão gerais que qualquer um pode criticar?

Filosofia à brasileira

Sabemos bem que existem e sempre existiram filósofos no Brasil, porém nem por isso deixamos de perguntar pela existência de uma filosofia brasileira. Geralmente, trata-se de uma dúvida a respeito da existência de duas coisas distintas mas relacionadas: se há algum filósofo brasileiro genuinamente relevante, e se há uma tradição propriamente brasileira de discussão filosófica.

Você ainda não leu este livro? Ora!

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A primeira questão é respondida com uma obviedade: sim, há ótimos filósofos brasileiros, inclusive reconhecidos internacionalmente, entretanto, tal resposta contribui pouco para respondermos a segunda questão porque uma filosofia feita no Brasil não é necessariamente uma filosofia brasileira. Bem dizendo, quando os filósofos pensam numa tradição filosófica nacional, pensam numa maneira de filosofar que não está localizada geograficamente nem temporalmente, mas da qual participam diversos pensadores ao considerarem certos temas, determinados métodos e coisas dessa sorte. Como consequência disso, podemos dizer que a tradição filosófica é uma espécie de comunidade atemporal cujos participantes mais recentes atualizam aquilo que aprenderam com seus antecessores, seja para criticar suas posições, para adotá-las, ou mesmo para colocar um novo debate a partir do antigo. Por isso, perguntar se existe ou não filosofia brasileira é perguntar se temos ou não uma tradição de debates com temas que nos sejam caros, em que nos reconhecemos e com os quais queremos dialogar – há uma tradição assim vigorando no Brasil ou não?

Segundo o autor, embora existam filósofos brasileiros, eles não tem contribuído para a formação de uma tradição nacional porque não estão pensando os problemas de sua circunstância e dialogando com aqueles que fizeram o mesmo. A filosofia nacional surgiria a partir do momento em que fizermos de nossos próprios assuntos (medos, virtudes, arroubos…) motivo para filosofar, ou seja, em que nos apropriamos dos melhores recursos intelectuais para fazemos algo que reflita originalmente nossa cultura, o universo de discussões específico com o qual nossos semelhantes quererão dialogar, pois enquanto estivermos concentrados apenas nas questões da História da Filosofia só rememoraremos aquilo que foi feito sem jamais encarar nosso presente. Por sinal, uma das falhas comuns no ensino de História da Filosofia é abstrair o pensamento filosófico da circunstância que o origina, dando a impressão de que a Filosofia jamais foi apropriada para pensar as circunstâncias específicas dos filósofos, os problemas que eles mesmos desejavam resolver, mas que simplesmente paira de maneira desinteressante num céu que não podemos tocar. A esse respeito, o livro tem uma ênfase bastante positiva em estimular o leitor a pensar as questões que lhe apetecem e a ler os clássicos fazendo perguntas óbvias e urgentes: concordo com o que diz esse filósofo? O que penso a respeito disso? Como esta filosofia muda meu modo de ver o mundo? Para Gonzalo, bem como era para Roberto Gomes, é a partir da origem, do enraizamento numa circunstância real, que criamos um debate universal de discussões.

Considerando que o autor é um professor universitário, creio que seja decepcionante para ele acompanhar – ano a ano – seus alunos substituírem seus pensamentos pelos de sábios gregos ou franceses de outrora. Nesse sentido, ele defende que devemos filosofia a partir de nossa própria circunstância, sem qualquer necessidade de nos remetermos ao passado, até propondo (talvez como troça, talvez efetivamente) que sejam proibidos os trabalhos históricos e que sejam aceitos somente aqueles que discutam assuntos prementes a nós.

(Caso ele tenha pretendido que esta proposta seja séria, elencarei aqui dois argumentos para problematizar sua concepção. Em primeiro lugar: a história é sempre pertinente aos filósofos contemporâneos, pois caso deixe de ser eles deixarão de ser filósofos e de dialogar com a tradição que os enseja, por isso ela sempre é e sempre deve ser pesquisada. Em segundo lugar: a divisão entre Filosofia e História da Filosofia não é assim tão rígida, já que na prática muita filosofia é feita dentro de grupos que produzem “somente” História da Filosofia. Como exemplo disso, existem vários autores na academia que, partindo dos conceitos de filósofos precedentes, realizam seus próprios empreendimentos filosóficos, mas além disso, muitos passam a filosofar ativamente segundo a maneira que aprenderam ao se especializar num filósofo).

Um aspecto exagerado dessa crítica consiste em seu direcionamento exclusivo contra a academia, considerando-a a única responsável pela falta de filosofia brasileira e desconsiderando as condições históricas desse problema e dos próprios problemas da academia. Como bem sabemos, a História da Filosofia no Brasil ultrapassa em muito a história de nossa cultura acadêmica atual, pois temos uma longa história de filósofos que viveram e escreveram aqui antes ou a despeito da academia, logo, caso sejam a academia e seu ensino da História da Filosofia que carregam a culpa pela inexistência de uma tradição filosófica brasileira, então cumpre perguntar por que não surgiu uma filosofia brasileira antes da consolidação da filosofia na universidade brasileira. Gonzalo não considera a produção filosófica vinda de fora da academia, nem outros dados óbvios da sociedade brasileira que explicam diversos problemas acadêmicos, como as condições materiais da pesquisa no Brasil, a cultura colonial e assim por diante.

Últimas palavras

O livro de Gonzalo é uma boa obra para botar mais lenha na fogueira da Filosofia Brasileira, causando no leitor o desejo de dialogar com o autor. Apesar disso, creio que ele contém um grande problema que é analisar apenas certa concepção geral de filosofia sem considerar a complexidade da prática acadêmica.

De fato, todos reconhecemos que existem muitos problemas na concepção e no ensino de Filosofia que vigora no Brasil atualmente, sendo que aquele que deseja pensar o assunto se deparará com muitas propostas que não estão necessariamente inseridas numa tradição de discussão. Malgrado seja assim, tais problemas não constituem motivo suficiente para que substituamos todos os nossos procedimentos, reneguemos o que foi produzido aqui e comecemos do zero novamente (instituindo, por exemplo, o modelo de grade curricular que o autor sugere), já que, por detrás de nossa cultura problemática, existem também ótimos resultados que devem ser conservados.

Além disso, mesmo concedendo que suas críticas tenham grande validade ao questionarem certa concepção filosófica corrente no Brasil, elas jamais tangem às condições materiais que influem no ensino e da produção de filosofia no Brasil que são em grande parte responsáveis por essa concepção. Da maneira como Gonzalo expõe o assunto, a situação da filosofia no Brasil parece surgir apenas de uma decisão filosófica, sendo os seus males meros frutos de uma concepção ruim que os intelectuais tem a seu respeito. Bastaria uma resposta filosófica para responder a tudo.

A meu ver, quem convive um pouco que seja com a educação brasileira enxerga rapidamente as pressões para publicação vindas de agências de fomento, que forçam o professor a se especializar e a se restringir a um único assunto e negam financiamento a qualquer tema que difira dessa especialização (inclusive traduções de obras essenciais); o regime de trabalho estafante das universidades privadas que sobrecarrega o docente de tal maneira que ele pouco produz ou é obrigado a mitigar seu conhecimento (repartindo seu doutorado em pequenos artigos, em vez de manter uma regularidade de estudo e pesquisa, por exemplo) porque não terá tempo para produzir muito mais; a criação súbita de milhares de empregos para professores de Filosofia de ensino médio que pede (exige) uma reformulação profunda das graduações brasileiras para as quais elas não estão preparadas; ou mesmo que nossa herança colonial impõe os padrões intelectuais de nossos colonizadores ainda hoje. Isso, é claro, sem analisar as obras de filosofia escritas antes da consolidação da filosofia universitária dos últimos cem anos. Bem dizendo, seria possível citar ainda outras coisas, mas nada disso é considerado como um fator digno de análise nas páginas da obra, algo bem controverso para quem cobra dos filósofos uma filosofia enraizada na circunstância.

Desta forma, por mais bela e atrativa que ela seja a obra de Gonzalo, antes de concordar com o que é dito nela é preciso que pensemos a razão das coisas serem como são e o que há de bom sendo produzido por esse estado de coisas, ou então jogaremos o bom e o ruim numa mesma lixeira. Para o bem e para o mal, a academia profissionalizou a filosofia no Brasil e frustrou muita gente enquanto fazia isso, sendo assim, devemos pensar o que dessa formação é preciso manter e o que devemos substituir por outras coisas, não para que nos tornemos menos profissionais, mas para que nos tornemos mais filósofos.

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Um pensamento sobre “Resenha: De como fazer filosofia sem ser grego, estar morto ou ser gênio — Gonzalo Palacios

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